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domingo, 27 de setembro de 2009
VII Jornada Estadual de Estudos Afro-Brasileiros/2009
É com grande alegria que destaco que participei da VII JUEAB como comunicadora no último sábado no auditório Oswaldo Goidanich do Memorial do RS, em Porto Alegre. Juntamente com minhas colegas Ana Beatriz Bezerra Parker e Maria Ester Martins do Nascimento apresentamos a seguinte comunicação: "Novo Hamburgo: Histórias e Memórias de Múltiplas Trajetórias na construção étnica da cidade ". Foi uma experiência riquíssima apresentar um trabalho de experiência realizado ao longo de três anos de práticas intensas sobre esse tema. Foi emocionante ver meu nome no caderno de resumos e sobretudo será mais ainda quando sair a publicação. Representamos não só a nossa escola, como também o município. Com toda certeza as questões trabalhadas no semestre passado me ajudaram a fomentar e organizar melhor essas idéias para a apresentação. AS leituras e atividades abordadas na interdisciplina Questões étnicos-raciais na educação, me deram o suporte e embasamento teórico para discussões acerca do tema. Sou muito grata aos meus professores e tutores por me ajudarem a crescer intelectualmente. Me proporcionando assim momentos de plenitude como esse.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Os índios no Brasil
“O termo parente não significa que todos os índios sejam iguais e nem”.
semelhantes. Significa apenas que compartilham de alguns interesses
comuns, como os direitos coletivos, a história de colonização e a luta
pela autonomia sociocultural de seus povos diante da sociedade global.
Cada povo indígena constitui-se como uma sociedade única, na medida
em que se organiza a partir de uma cosmologia particular própria que
baseia e fundamenta toda a vida social, cultural, econômica e religiosa
do grupo. Deste modo, a principal marca do mundo indígena é a diversidade
de povos, culturas, civilizações, religiões, economias, enfim,
uma multiplicidade de formas de vida coletiva e individua.”(Gersen dos Santos Luciano)
No Brasil, como em outros países os índios são os reais herdeiros das terras as quais hoje tentam bravamente manter suas tradições e culturas perdidas ao longo do tempo.
Desde a época dos grandes desbravadores, como Pedro Álvares Cabral e Cristóvão Colombo, os índios já habitavam essas terras que supostamente “foram descobertas”.
Com o passar dos anos, os índios foram desaparecendo pelas doenças, guerras e a própria cultura tão diferente trazida pelo branco.
“Índios x povos indígenas. Índio sinônimo de natural do lugar nativo”. Devemos diferenciá-los. Índio não é igual a povo indígena. Assim como o povo chinês, o russo, o alemão, o japonês, o americano, o português,o francês, o africano, o italiano, o sueco, etc... São diferentes povos, com diferentes crenças, línguas e culturas diversas.
É função da escola promover o desenvolvimento de aprendizagens que propiciem e instigue a busca de conhecimentos sobre a diversidade étnico-culturais-indígena, rituais, danças, crenças, comidas e outras formas de culturas e tradições. Precisamos refletir sobre a cultura indígena valorizando-a pela sua contribuição na formação da identidade brasileira, numa construção crítico-social, eliminando preconceitos ainda condensados na nossa sociedade.
Infelizmente, tem escolas que só lembram dos índios no dia 19 de abril. “Me dói na alma” ao ver colegas que subjugam essa data em pintar as crianças, cantar musiquinhas ...e não abordam temas reais e atuais. Por isso achei fundamental a visita que minha escola fez em uma aldeia indígena, utilizando a vida de uma determinada tribo para comparar com a realidade dos alunos. O que serviu de comparação também para o estudo e pesquisa de outras tribos, sempre levando em conta o passado e o presente.
Precisamos educar para vida, com respeito aos povos e suas culturas e para isso é necessário que saibamos diferenciar índios de indígenas, ancestrais de ancestralidade... Nunca esquecendo o valor de cada um para a formação do todo.
Referência bibliográfica:
Gersen dos Santos Luciano O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos. Brasília, 2006.
Gersen dos Santos Luciano “Os Índios no Brasil: quem são e quantos são”, http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo6/etnico_raciais/os_indios_no_brasil.pdf (
Consciência e atitude
Além do conhecimento da cultura e o respeito pelas etnias. Devemos incluir as questões étnicas no currículo para acabar com o preconceito e com uma cultura seletista e excludente. Que vão desde os apelidos em sala de aula até ataques terroristas...violências desmedidas porque os povos não se aceitam...não se respeitam. É nosso dever como professores, formadores de opinões, mostrarmos cultura de valores, de igualdade, fraternidade e liberdade. Como diz o poema que trabalhei com meus alunos, de Sérgio Vaz, da linha da poesia marginal:
Consciência e atitude“Que a pele escura não seja escudo para os covardes que habitam as senzalas do silêncio, porque nascer negro é conseqüência... ser é consciência!”
Questões étnicos e a aprendizagem pelas diversas culturas que são a nossa identidade
Ao estudar as questões étnico-raciais significa compreendemos que cada indivíduo é único, ou seja, todos somos diferentes e cada um de nós tem o seu valor , suas dificuldades e suas potencialidades. Devemos ser respeitados por isso. Basta vermos a riqueza da cultura afro, suas danças, seus ritos, sua alimentação, enfim, tudo que nos contagia. A partir do conhecimento destes fatos pelas nossas crianças e jovens, todos aprendem através das culturas, formam opiniões e produzem conhecimentos através das diferenças. Por respeitar essas culturas e querer difundir nos alunos o respeito ao próximo, e a riqueza cultural de diversos povos e etnias, destaco que as atividades que realizei com meus alunos fora dos muros da escola foram as mais significativas e geraram aprendizagem. As atividades foram à visita à aldeia indígena e o seminário sobre 13 de maio. Essas duas culturas indígena e africana foram vivenciadas pelos meus alunos, que se identificaram muito com elas, pois somos elas. Graças às teorias da interdisciplina Questões Étnico-raciais, tive embasamento para aproveitar ao máximo essas atividades e aliar vivência com aprendizagem.
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