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domingo, 27 de setembro de 2009
VII Jornada Estadual de Estudos Afro-Brasileiros/2009
É com grande alegria que destaco que participei da VII JUEAB como comunicadora no último sábado no auditório Oswaldo Goidanich do Memorial do RS, em Porto Alegre. Juntamente com minhas colegas Ana Beatriz Bezerra Parker e Maria Ester Martins do Nascimento apresentamos a seguinte comunicação: "Novo Hamburgo: Histórias e Memórias de Múltiplas Trajetórias na construção étnica da cidade ". Foi uma experiência riquíssima apresentar um trabalho de experiência realizado ao longo de três anos de práticas intensas sobre esse tema. Foi emocionante ver meu nome no caderno de resumos e sobretudo será mais ainda quando sair a publicação. Representamos não só a nossa escola, como também o município. Com toda certeza as questões trabalhadas no semestre passado me ajudaram a fomentar e organizar melhor essas idéias para a apresentação. AS leituras e atividades abordadas na interdisciplina Questões étnicos-raciais na educação, me deram o suporte e embasamento teórico para discussões acerca do tema. Sou muito grata aos meus professores e tutores por me ajudarem a crescer intelectualmente. Me proporcionando assim momentos de plenitude como esse.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Ainda sobre inclusão

A inclusão é um caminho sem volta, mas não sem dúvidas e desafios.
Inserir alunos com déficits de "toda a ordem" no ensino regular é garantir a todos uma educação como descreve a nossa Constituição.
Hoje a escola tem o compromisso de ensinar a todos que de forma histórica sempre foram deixados de lado. A inclusão da "diferença" requer uma análise crítica do nosso contexto econômico e político que a educação brasileira vivencia.
Assim sendo existem os EJAs, os que tem dificuldades de aprendizagem, os superdotados, os que estão em risco social e os "eficientes" que não aceitam a inclusão.
A inclusão escolar remete à escola uma estrutura a ser pensada, criada e repensada, pois ainda está arraigada no modelo empirista.
A inclusão é movimento internacional que defende uma sociedade justa e educacional para todos, privilegiados, marginalizados, crianças, jovens, adultos, idosos, deficientes ou não. Alguns componentes básicos para que a inclusão funcione:
rede de apoio;
família e escola;
escola-clínica-sociedade;
professores capacitados;
trabalho em equipe.
Uma nova educação é possível, como a “construção de tendas”, a “rede de interação”, enfim o ideal.
IDÉIAS PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA ASSOCIADA À INCLUSÃO ESCOLAR


Ao refletir sobre a leitura de alguns textos na recuperação do fórum de Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, agrego minhas idéias a dos autores e escrevo esse ensaio:
A dificuldade de identificação dos sujeitos com necessidades especiais e as criticas aos mecanismos excludentes da escola, contribuíram para a criação do movimento de inclusão. Movimento esse que tem colaborado para uma discussão sobre os limites da escola e para a necessidade de mudanças eficazes. Essas transformações necessitam de investimentos e dependem de projetos político- pedagógicos que dêem suporte às mudanças legislativas.
Ao compararmos a educação com as metáforas do edifício e da tenda, ajuda-nos a refletir sobre as redes que formam a educação e a construção do processo educativo como um todo, compreendendo os desafios da educação, repensando a prática e percebendo a educação como uma construção lenta, apesar do avanço das leis. Uma das provas disso é o Plano Decenal de Educação, que entrou em vigor em 1993, foi um dos principais fatores da reforma educacional ocorrida no Brasil em meados de 1990 . As atribuições apresentadas nessa reforma refletem na organização da educação brasileira, principalmente a partir da Lei n. 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira).
A “tenda” concentra a possibilidade de uma “montagem” que contemple as diferenças, constituindo-se em contínuas montagens, contínuas transformações...como a educação inclusiva.
Como percebemos nas citações anteriores, política educacional é política pública. São os governos que definem, organizam e colocam em prática (ou pelo menos tentam..) as mudanças nessa área. As políticas educacionais se relacionam à realidade social. A escola inevitavelmente apresenta funções políticas e sociais. Na Gestão, o enfoque é dado à descentralização, sendo a escola um eixo de gestão administrativa e financeira. Os gestores são considerados os professores que, assim como a escola, serão os responsáveis pelo fracasso ou sucesso desta política. Contudo, a inclusão aparece com uma nova visão de escola, agora sob o aspecto do respeito às diferenças, assim oportuniza-se educação diferente para camuflar as diferenças sociais. Modificando o papel do Estado, até então um Estado burocratizado e provedor, para um Estado mínimo para prover, mas máximo para regular e gerenciar. Com a descentralização do Estado ocorre a municipalização, fato que compromete o crescimento e a qualidade do ensino. O governo, ao definir o professor como gestor, indica a formação docente como elemento principal para a mudança na escola.
A reforma educacional no Brasil, ao longo do tempo tem como principais marcos à gestão, o financiamento, a avaliação, a formação de professores, o currículo e a inclusão.
Ao discutirmos sobre a inclusão, através do enfoque de educação especial, devemos considerar os diversos aspectos que a compreende, como: a relação e prática pedagógica, as transformações educacionais, as políticas públicas e, sobretudo, acredito que o ponto revelador, o atendimento aos sujeitos com necessidades educacionais especiais.
Necessitamos de uma educação que esteja embasada na cooperação e o no diálogo. Precisamos, obviamente rever os processos avaliativos e torná-los mais flexíveis, bem como o planejamento de ações. Devemos considerar uma valorização dos professores e dos alunos. E, devemos enfatizar as interpretações associadas à inclusão, como um processo de construção de movimentos históricos, de crescimento dos direitos sociais e de investimentos nos serviços educacionais.
Dessa maneira, a prática avaliativa deveria levar em consideração as especificidades de cada sujeito, tendo-as como aspectos favorecedores da aprendizagem. A avaliação deve ser processual, participativa, contínua, diagnóstica e investigativa, tendo como referencial as idéias de grandes pensadores como Paulo Freire, Vygostsky e Piaget.
O professor tem papel fundamental nessa nova versão de gestão, por isso deve atualizar e investir na sua formação. A formação essa que deve estar voltada para uma prática inclusiva.
Não é possível medirmos o conhecimento, mas sim investigar as ferramentas que o sujeito utiliza no processo de construção do conhecimento, é preciso que nós, professores, questionamos os critérios, os instrumentos, as intervenções que estão em jogo no processo avaliativo. Avaliar não esquecendo o processo de construção do conhecimento que é complexo, coletivo e individual.
Precisamos ficar alertas para os perigos da inclusão. Existe um debate que evidencia o despreparo da escola e o avanço de um “edifício didático”, com pilares construídos sobre “blocos de Empirismo”. Devemos renegar o “edifício” e difundir a construção de “tendas”. A “tenda” possibilita um ideal que contemple as diferenças, constituindo-se em contínuas construções e infinitas transformações...
A organização por ciclos tem como vantagem a flexibilidade do tempo, o currículo e a avaliação, por sua vez, a organização em séries tem como um de seus principais problemas a inflexibilidade de tempo, do currículo e da avaliação, levando a altos índices de fracasso na escola e, também, a evasão. Porém, ao final de cada ciclo essa inflexibilidade reassume o processo ensino-aprendizagem, levando, a muitos, o fracasso.
A avaliação deve ser mediadora, construída com bases na interação, no diálogo e troca entre professores e alunos, transformando-os em participantes dos processos avaliativos. Os professores também se tornam aprendizes do processo de desenvolvimento de seus alunos. Necessitamos encontrar uma maneira de utilizar os processos avaliativos como potencializadores das aprendizagens e inclusão escolar. Como uma ferramenta pedagógica capaz de auxiliar na resignificação de aprendizagens, trazendo a tona as habilidades do sujeito. O processo avaliativo tendo como foco à diversidade, a transformação, os imprevistos; a avaliação da aprendizagem como um meio e não um fim e, nesse contexto, é composta pela teoria e pela prática, sendo um recurso facilitador da crítica e da ação conjunta do fazer pedagógico.
Para que haja realmente as modificações curriculares, conforme Lenise Henz Caçula Pistóia (A Rede de Interações como Concepção Pedagógica: alternativas no espaço da sala de aula com alunos em situação de desvantagem), desde o planejamento até a avaliação é preciso saber e reconhecer que existem formas diversas de estarmos no mundo, que exigem novos posicionamentos em relação à diferença e, que aprender a conviver com a diferença é contribuir também na formação da vida do sujeito. Por isso cabe a nós professores, irmos além da transmissão de conhecimentos e fazermos da nossa sala de aula um ambiente desafiador, baseado na cooperação, na solidariedade e no respeito às diferenças. Os nossos ideais de educação devem ser como as palavras descritas na bandeira da França: “Liberdade, Fraternidade e Igualdade”.
BIBLIOGRAFIA:
1) Inclusão e seus sentidos: entre edifícios e tendas. BAPTISTA, Cláudio. Inclusão e escolarização: múltiplas perspectivas. Porto Alegre: Mediação, 2006.
2) MICHELS, M. H. Gestão, formação docente e inclusão. Revista Brasileira de Educação.Vol. 11, n. 33, 2006, p. 406-423
3) "A Rede de Interações" , de Pistóia (2002), A Rede de Interações.pdf
4) Avaliação e Inclusão Escolar: Desafios, Conflitos e
Possibilidades?, Christofari (2006). Avaliação Escolar Conflitos e
possibilidades.pdf
sábado, 23 de maio de 2009
Reflexões sobre aprendizagens de crianças com necessidades educacionais especiais

Através da reflexão sobre análises postadas no fórum do rooda, decidi publicá-las no blog também...
Devemos saber que desde o nascimento as crianças aprendem, através das ações do mundo ao seu redor. Para que esse aprendizado ocorra , elas precisam dos cinco sentidos. Quando um ou mais sentidos estão danificados, a maneira da criança ver o mundo é transformada e sua habilidade de aprender se altera. Porém com os avanços da tecnologia , da medicina e da nossa própria evolução, podemos esperar um desenvolvimento físico e mental muito melhor do que alguns anos atrás (assim como a nossa prática melhorou). Esse desenvolvimento depende também de outros fatores que são fundamentais: O diagnóstico; a extensão da limitação da criança; o ambiente com estímulos apropriados ; além do amor e apoio familiar.
Acredito que destes, dentro da nossa realidade, o mais difícil são o diagnóstico e descobrir a extensão da limitação da criança, pois muitas vezes tateamos no escuro suspeitamos de síndromes e outras necessidades que não são diagnosticadas,o que torna o nosso trabalho bastante complicado, pois damos muitas voltas até acharmos um real caminho...que muitas vezes é um longo e difícil ...mas por outro lado é um caminho de plenas aprendizagens e muito gratificante, tanto para quem aprende, quanto para quem ensina.
Acredito que para realizarmos um bom trabalho dentro da nossa sala de aula, precisamos além de tudo que já mencionei, o atendimento de uma equipe especializada ou de programas de apoio para essas crianças. Pois “sozinhas” na sala de aula torna-se uma missão difícil.
Em muitos casos, as habilidades das crianças são melhoradas quando estimulamos o sentido deficiente, contando com o apoio de alguns técnicos da área da fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia e terapia ocupacional, as crianças com síndrome de Down, distrofia muscular e paralisia cerebral, entre outras, são beneficiadas, pois há um trabalho direto que envolve até mesmo os exercícios para fortalecimento da musculatura, próprios para fala, etc...técnicas que na nossa área não dominamos.
Um outro recurso que precisa ser bem explorado são as aulas de Educação Física, por isso a importância que o professor de E. F. aprimore sua prática.
Os jogos e as brincadeiras também desenvolvem estímulos. Através das cores, formas, regras, etc...
Refletindo sobre a minha sala de aula, estou sempre adaptando. Se tivesse um aluno que não conseguisse cortar, colar, etc.. Eu promoveria atividades adaptadas a ele. Penso que um computador com adaptações necessárias, de acordo com suas necessidades, era de extrema importância na sala de aula, pois assim ela aprenderia com outros recursos e os estímulos seriam trabalhados iguais.
Tenho uma grande amiga que trabalha no NAE, dentro dessa área (crianças com necessidades educacionais especiais), ela é Terapeuta Ocupacional com mestrado em educação inclusiva, ela sempre me dá umas dicas e trocamos muitas experiências. Ela adapta vários objetos para a criança desenvolver melhor sua habilidade. Por exemplo, ela adaptou um caderno , colando canudinhos nas margens e linhas, pois a criança tinha dificuldade de escrever na linha; outra invenção foi um bastão pequeno de madeira com um adaptador para giz de cera com uma largura suficiente, que sua aluna que tem paralisia cerebral precisava para conseguir segurar; ela também confeccionou um adaptador para melhorar a postura de outro aluno que tem paralisia cerebral e estava com atrofiamento muscular, por ficar na mesma posição. Eu admiro o seu trabalho e tento me espelhar. Atualmente não tenho alunos com paralisia cerebral, mas adapto minhas atividades para melhorar a aprendizagem das crianças, pois todas são diferentes e especiais.
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