Mostrando postagens com marcador Organização do Ensino Fundamental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Organização do Ensino Fundamental. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de dezembro de 2008

Concepções e normas de currículo e avaliação



Currículo
Em nossa escola temos dois currículos em andamento. O currículo do Ensino Fundamental de 8 anos e o de 9 anos.
O currículo de 8 anos é organizado por séries, atendendo turmas da 3ª e 4ª séries. Já o currículo de 9 anos atende alunos do nível 5 até o 5º ano.
Em ambos os currículos a ênfase é na aquisição da leitura e escrita , e aprimoramento da expressão oral.O pensamento lógico matemático também é privilegiado de várias maneiras, as demais disciplinas são abordadas nos projetos de aprendizagem desenvolvidos pelos professores em sala de aula.
Além disso temos os projetos de:
§ Artes no currículo
§ Laboratório de Informática
§ Hora do conto.
§ Educação Física
§ Teatro


Os currículos do ensino fundamental são consolidados mediante elaboração de Planos de Estudo que expressam a Proposta Pedagógica da escola. O processo de escolarização do aluno com necessidade educacional especial tem um currículo funcional para atender às necessidades práticas da vida favorecendo assim o os desenvolvimentos social, cultural e cognitivo.

Avaliação
A aprendizagem do aluno ocorre diária e constantemente. Ela é verificada através de observações, registros (caderno de acompanhamento), Conselho de Classe, auto avaliação e outros.
De acordo com a Proposta Pedagógica da Escola temos em comum alguns critérios de avaliação que são: participação em grupo, respeito pelas opiniões (crianças e professores), o que a criança já traz de conhecimentos, como utilizar os conhecimentos adquiridos no dia-a-dia, no relacionamento aluno – aluno, aluno – professor.
“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. (Paulo Freire, p. 25, 1998).
A avaliação deixa de ser um momento terminal do processo educativo para se transformar na busca incessante de compreensão das diferentes dificuldades do educando, num movimento constante de novas buscas de conhecimento. Por isso, novos alunos com necessidades educativas especiais, inclusos no ensino regular, serão avaliados no contexto de sua realidade social e política, e para isto serão usados os seguintes critérios: observar o aluno em sua amplitude: interesse, participação, socialização, compreensão do conteúdo (conhecimento); enfim, todo o envolvimento com a aprendizagem. Compreender as dificuldades diferenciadas é um princípio de desacomodação por parte do educador e são desafios que a avaliação nos lança, e para isto a avaliação na perspectiva de construção de conhecimento parte de duas premissas básicas: confiança na possibilidade dos educandos construírem suas próprias verdades e valorização de suas manifestações e interesses.
O aluno deverá ser avaliado através do seu processo de aprendizagem e como este reage e interage na construção do conhecimento, atendendo e respondendo aos desafios e estímulos feitos pelo professor e aos que o espaço proporciona.
Esta avaliação será fundamentada através das observações diárias, com trocas dialogadas entre professor e aluno, bem como com a execução de tarefas escritas nas mais diversas modalidades.
O resultado de cada avaliação é trimestral, e será realizado através de parecer descritivo juntamente com produções realizadas no decorrer de cada período, sendo que a nota globalizada será da no 2º e 3º trimestres.
O resultado de cada avaliação é trimestral, feito no boletim, sendo que neste consta uma nota e um parecer descritivo.
O Regimento é padrão e comum a todas escolas do município. Por isso, a importância do PPP, pois aproxima a escola e sua realidade, levando em consideração os aspectos sociais e culturais da comunidade na qual está inserida. O nosso PPP procura embasar–se nas concepções teóricas de Piaget e Paulo Freire. Todo ano ele é reformulado, de acordo com a realidade dos alunos, pesquisa e sugestões de funcionários, professores e pais.
Também levamos em conta a “Pesquisa de campo” (visita as famílias), tabulamos os resultados, trocamos informações em reuniões pedagógicas e decidimos o que é ou não relevante. Nesse trabalho, rendeu até mesmo um poema de minha autoria:


Vitoriosos migreiros
Irmãos, aventureiros.
Lutando diariamente
Através de trabalho laborioso.

Incansáveis...
Guardam lembranças
Unindo-se na graça de sua fé
Atiçando a coragem,
alÇam vôos maiores.
c Ultura de riquezas em meio à pobreza.



(Poema Vila Iguaçu - Madebe Schmidt).
(12/08/08)


A história da escola mistura-se com a história da Comunidade da Vila Iguaçu.
Migrantes vindos do interior em busca de trabalho estabeleciam sua moradia em áreas verde desta cidade. A notícia da possibilidade de trabalho percorria as localidades mais distantes, muitas famílias abandonavam, então, o campo. O aglomerado de casas cresceu rápido nesta vila, construções surgiram de um dia para o outro. Moradores antigos nos contam que antes era só mata, que todos se conheciam e que um cuidava e ajudava o outro. A expansão atropelou todo este sentimento. O espaço começou a ficar muito pequeno, a população proliferava. Crianças havia por toda parte. Nesta vila só um lugar não foi ocupado, pois nele havia um campo de futebol, único lugar de lazer.
Neste espaço, foi construída a escola, por iniciativa de um Vereador, e do Secretário de Educação da cidade na época.
Houve conflito, pois se as crianças precisavam de escola, adolescentes e adultos queriam ter seu espaço para o futebol e lazer. Bem longe ficou o discurso de negociação e conscientização.
O PPP é a identidade da escola.

Diferenças entre as Gestões

Em uma Gestão democrática, a comunidade faz parte da escola, ou seja, deve estar inserida no contexto social e ser acessível para todos que dela precisam. Os assuntos pertinentes a qualquer tomada de ações por parte da escola devem ser decididas em conjunto com membros da comunidade escolar e seus representantes.
Enquanto a Gestão Patrimonialista, não considera na sua essência o papel da comunidade, pelo contrário, os gestores passam a escolher quem irá participar dos conselhos escolares, dos grupos de pais e da tomada de decisões. Através disso, a escola deixa de ser um espaço democrático perdendo sua função social e sua democracia.

GESTÃO PATRIMONIALISTA



UTILIZAÇÃO DA ESCOLA COMO ESPAÇO PRIVADO;

EXISTÊNCIA DE INSTRUMENTOS DE CONTROLE SOCIAL DO PODER NA GESTÃO DA ESCOLA;

CRITÉRIOS PESSOAIS E/OU PARTICULARISTAS NA GESTÃO DOS RECURSOS DA ESCOLA;

MEDIAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E ESCOLA;

DISPARIDADE ENTRE AS DECISÕES E A REALIDADE SOCIAL DA ESCOLA;

UTILIZAÇÃO PESSOAL E/OU PRIVADA DE INFORMAÇÕES SOBRE A GESTÃO ADMINISTIVA, FINANCEIRA E PEDAGÓGICA DA ESCOLA;

UTILIZAÇÃO DE FUNÇÃO PÚBLICA PARA OBTER ACESSO PRIVILEGIADO ÀS DECISÕES;


AUSÊNCIA DE TRANSPARÊNCIA NA PRESTAÇÃO DE CONTAS;


BUROCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO.

Quadrinhos sobre Democracia











GESTÃO DEMOCRÁTICA








ACESSO DA COMUNIDADE ESCOLAR ÀS DECISÕES NA GESTÃO DA ESCOLA;

TRANSPARÊNCIA NA PRESTAÇÃO DE CONTAS;

ACESSO À INFORMAÇÃO PELA COMUNIDADE ESCOLAR;

INEXISTÊNCIA DE INSTRUMENTOS DE CONTROLE SOCIAL DO PODER NA GESTÃO DA ESCOLA;



UTILIZAÇÃO DA ESCOLA COMO ESPAÇO PÚBLICO;

CRITÉRIOS IMPESSOAIS, OBJETIVOS E UNIVERSAIS NA GESTÃO DOS RECURSOS DA ESCOLA;

EQUIVALÊNCIA ENTRE DECISÕES E REALIDADE SOCIAL DA ESCOLA;


AUSÊNCIA DE MEDIAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE A ESCOLA E ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS DO SISTEMA DE ENSINO;

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Gestão democrática na educação





Dentro de uma visão democrática, a organização escolar deverá estar voltada para participação social, no planejamento, na execução das tarefas, na avaliação, na adoção de recursos e na tomada de decisões.
De acordo com o texto de Isabel Letícia Pedroso de Medeiros e Maria Beatriz Luce (1994 apud Bordenave, p8): “Democracia é um estado de participação”. Na escola, a democracia se faz através de uma série de fatores como:
Associação de Pais e Mestres (APEMEM) – que integra a comunidade, a escola e a família com o Poder Público, através de reuniões, questionam e fiscalizam questões pertinentes à comunidade escolar.
Plano Político Pedagógico (PPP) – deve ser criado dentro do contexto social da comunidade à qual está inserida para que suas práticas vão de encontro às necessidades dessa comunidade.
Infelizmente, no município em que trabalho, a escolha dos diretores é feita de maneira eletiva indireta, onde os professores com graduação e que atuam por mais de três anos na rede, podem concorrer à vaga de diretor mediante a apresentação de um plano de gestão, junto a Secretaria de Educação. A partir daí se aprovado pelo Secretário de Educação, os candidatos aptos compõe uma lista tríplice que é enviada as escolas para a eleição por parte dos professores e funcionários concursados. Ainda não podemos dizer que isso é a mais pura democracia.
No âmbito Nacional, cito grandes projetos de leis que procuraram estruturar e organizar a Educação:
A Constituição Brasileira de 1988, que define a gestão democrática do ensino público como princípio básico dando amplitude ao direito à educação nas constituições estaduais e nas leis orgânicas dos municípios.
ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 1990), que garante o acesso à educação e a permanência na escola, bem como a efetiva participação dos alunos e seus responsáveis na definição de propostas educacionais.
LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 1996)
PNE – Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172, de 2001 nº 9.424 de 1996),
que instituiu o FUNDEF, que trata da redistribuição de recursos entre municípios e seus respectivos estados de acordo com o número de alunos matriculados nas escolas.
Através das leituras sobre gestão democrática, noto a grande evolução da Educação, a extrema importância da comunidade, e percebo claramente uma imensa necessidade para que as ações saiam do plano burocrático e encontrem a prática. É valorizando o contexto social onde escola está inserida e exercendo a nossa cidadania, que estaremos contribuindo para a uma verdadeira democracia.








REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

MEDEIROS, Isabel L. Pedroso de; LUCE, Maria Beatriz. Gestão democrática na e da educação: concepções e vivências. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 2006. 173 p.