segunda-feira, 5 de maio de 2008

Movie Maker

Cursos Cepic/ NH

1-Movie Maker: terça- feira a tarde dias 22/04 e 27/04
Relatório da aula
Windows Movie Maker- Vem com Windows XP

Ferramentas básicas:
Primeiro deve-se ter no micro, tudo o que se quer usar no filme ( imagens, vídeos, músicas) deve estar tudo na mesma pasta.Ter um microfone para gravação de voz- opcional).
Tarefas: Passos para se criar o filme:

1- Captura do vídeo
Capturar do dispositivo do vídeo ( de uma máquina digital, por exemplo) ;
Importar vídeo;
Importar imagens;
Importar áudio ou música;
Importa- se o que se quer colocar no vídeo (imagens, música, etc) isso fica na parte chamada coleções, daí para montar o vídeo, se arrasta estas imagens, vídeos para Storyboard;
Quando colocar áudio ou música, a configuração muda para linha de tempo. Pode colocar mais de uma música ao mesmo tempo;
Clicando em exibir- coleções, ele mostra o que já está importado.

2-Edição do filme:

Exibir efeitos de vídeo:os efeitos de vídeo, arrasta-se e coloca na estrelinha. Para apagar o efeito, clica-se com o botão direito na estrelinha e escolhe o botão excluir.
Exibir transição de vídeo:as transições de vídeo arrasta-se e coloca-se entre 2 vídeos- clipes. Para excluir uma transição, clica-se com o botão direito na transição e escolhe-se excluir.
Criar títulos e créditos:Pode-se colocar: *Título no início do filme;
*texto em cada clipe;
*antes do clipe;
*depois do clipe;
* pode escolher a fonte e a cor do título e o tipo de animação, a cor de fundo do clipe;
*cada alteração que se faz em títulos de créditos, clica-se em concluída.

3- Conclusão do filme:Após a criação do filme, salva-se como projeto ( que é o modo para se poder editar);
Arquivo- salvar projeto- e como arquivo do filme ( que é o modo de visualização) salvando assim é possível realizar alterações no filme.
Arquivo –salvar filme como- o arquivo do filme fica com a extensão Wmf.

O Movie Maker tem uma opção de filme automático mas, o tempo do filme tem que ter no mínimo 30 segundos.



terça-feira, 1 de abril de 2008

Reflexões sobre aprendizagens adquiridas no 3º semestre



Aprendizagem evidenciada



Esse semestre me trouxe múltiplas aprendizagens, sobretudo me ampliou horizontes para a autoria (aprendi a importância de registrar minhas experiências) e autonomia (coragem para desenvolver a minha prática dentro do propósito que acredito com um bom embasamento teórico).
Na minha opinião, a palavra-chave foi Integração: Integração das Interdisciplinas; Integração dos alunos com a prática e do Seminário Integrador com tudo.O que se torna explícito nos relatos que fiz no meu Portfólio de Aprendizagens, como os que seguem abaixo:

*INTEGRAÇÃO DE TODAS AS INTERDISCIPLINAS, ATRAVÉS DA POESIA (LITERATURA):
Tudo que transcende a esfera do juízo lógico e deliberativo é lúdico. Há basicamente três tipos de poemas: Lírico - ritmo, musicalidade, brevidade e intensidade. “Eu lírico” sou voz central. Ligado à música em sua raiz. Drama - baseado em diálogos, monólogos e conflitos interiores e sociais. Ligado ao teatro. Épico – o narrador apresenta personagens envolvidos em situações de uma história, uma batalha, um evento.A experiência lingüística começa com o nascimento, quando os primeiros sons e acordes são ouvidos. O som, primariamente, extrapola o significado nas parlendas, canções de ninar, poemas. Em seu cotidiano, a criança vive a poesia através das brincadeiras, da invenção de rimas, dos trava-línguas, música, etc. É na atividade criativa com a língua que a criança constrói formas originais de ver o mundo.

*INTEGRAÇÃO DAS INTERDISCIPLINAS COM O TEATRO:
O TEATRO interliga todas as interdisciplinas por ser uma arte completa que se utiliza dos recursos da dança (marcação, coreografia, expressão corporal...), artes plásticas (cenário, adereços de cena...), música (sonoplastia...) e a ludicidade (jogo teatral...).

*INTEGRAÇÃO DAS INTERDISCIPLINAS ATRAVÉS DO SEMINÁRIO INTEGRADOR:
O seminário como o nome já diz, é o grande elo de ligação do PEAD, ele é o nosso porto seguro que nos acalma e estimula para que sigamos sempre em frente. Ele nos dá embasamento para que refletimos nossas aprendizagens acerca de todas as interdisciplinas.


Apresentação Oral
Posso relatar a apresentação como um momento bastante expressivo, onde pude disseminar e explicitar as aprendizagens desenvolvidas ao longo do semestre e relatar a prática pedagógica. Também como uma oportunidade para a troca de experiências com colegas, professores e tutores. Abordando assuntos pertinentes sob múltiplas vivências dentro de um mesmo enfoque temático em diferentes contextos sócio-culturais.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Sala de aula é lugar de brincar










Brincar é aprender. A sala de aula é um lugar para atividades lúdicas pois o professor consegue conciliar o objetivo pedagógico com os desejos dos alunos.
A criança aprende a brincar desde muito cedo quando ainda não freqüenta a escola, desde seus primeiros meses de vida quando consegue segurar os objetos, porém ao entrar na escola ela aprende a se relacionar com mais crianças, a brincar em conjunto e respeitar o espaço dos outros. Lá é oferecido outro meio lúdico, brincadeiras com as quais a professora quer alcançar algum objetivo que pode ser até a união entre colegas que se agridem, depois do jogo, tudo se transforma e a paz volta a reinar.
O brincar é fundamental para controlar impulsos, manter o equilíbrio entre prazer e realidade, dominando os medos angustias e frustrações. Brincar também é importante para compreender e se relacionar com o mundo, porque as atividades lúdicas desenvolvem a capacidade cognitiva e ajudam a criança a se colocar no lugar do outro.
Com toda a certeza a brincadeira deve ser constante em sala de aula, pois desenvolve desde a coordenação motora até a compreensão e a relação com o meio.
Defender uma prática pedagógica a partir da atividade do brincar traz mudanças significativas para o processo de ensino-aprendizagem, pois nos remete à transformação do espaço escolar em um espaço integrador, dinâmico, onde não se prioriza apenas o desenvolvimento cognitivo dos alunos, mas contempla um espaço para a formação plena do indivíduo. Com isso, é importante que trabalhamos com a diversidade cultural na nossa sala de aula, valorizando a pluralidade, o movimento e a corporeidade, através do lúdico. Dessa forma, resgatamos, o dinamismo e o prazer na nossa sala de aula.
É possível perceber que a ludicidade ainda é pouco explorado pelas escolas e quando isso ocorre é porque há pouca receptividade de alguns pais, devido a concepção do lúdico ser pouco compreendida. Talvez seja, ainda, pela falta de compreensão ou pela interpretação precipitada que as pessoas não conseguiram se apropriar do seu significado e importância. Esse problema já não encontro mais em minha sala de aula, pois a interdisciplina de Ludicidade me proporcionou o embasamento teórico que dá segurança na minha prática ludo-pedagógica e, outro fato que também me ampara é a Filosofia de minha escola (modificada esse ano): “A escola tem como base o comprometimento com a educação e reconstrução do conhecimento dos alunos e dos pais, bem como da comunidade onde está inserida a entidade escolar, visando um ambiente que prime pelo saber, pelo fazer, pelo conviver e pelo ser, através de vivências desafiadoras,lúdicas, prazerosas e criativas.”
O brincar é tão importante para a criança quanto o trabalho é necessário para o adulto, ele traz os dados do cotidiano para um fazer ativo, refazendo-os ao relacioná-los com o imaginário. Ao brincar e experimentar o mundo dentro do seu contexto sócio-cultural a criança constrói o seu fazer,construindo no seu futuro a essência da vida.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Psicogênese da Língua Escrita





Segundo Emília Ferreiro, até os 4 anos, as crianças tentam compreender que tipo de objeto são as letras e os números de nosso sistema de representação convencional. As grafias são consideradas somente como "letras", "números", "a, e, i, o, u", etc. Para a criança desta faixa etária as "letras" ou os "números" não substituem nada, são aquilo que são, um objeto a mais que como outros no mundo possuem um nome.Essa maneira de pensar muda mais tarde. As grafias servem para substituir outra coisa, passam a ser "objetos substitutos", que têm um significado, ainda que diferentes do nosso ponto de vista de adultos alfabetizados, pois para as crianças as grafias não representam sons. O primeiro tipo de relação consiste em buscar algum elo de ligação entre os sinais gráficos e os objetos do mundo. Como os objetos têm nome, a relação se estabelece quando para um conjunto de letras se atribui o nome do objeto ou figura que o acompanha.Porém o nome ainda não é a representação fonológica e sim uma propriedade dos objetos que podem ser representados através da escrita, a atribuição depende muito mais da relação com o objeto do que das propriedades daquilo que está escrito. Exemplificando, quando a criança ”lê” a palavra “macaco” porque a escrita está próxima do desenho de um macaco, essa mesma palavra pode ter outro significado se estiver próximo de um outro desenho. Chega o momento no processo evolutivo que as crianças estabelecem alguma hipótese entre os sons e as letras.
A primeira hipótese que aparece é que as letras representam sílabas. A hipótese silábica consiste em atribuir uma sílaba a uma letra, a qualquer delas e a correspondência é mais quantitativa que qualitativa. Para um nome trissílabo fazem falta 3 letras. Mas, no caso de nomes monossílabos ou dissílabos, duas e uma letra são "poucas". Com poucas letras (menos de três) se vai de encontro a uma outra hipótese da criança que consiste em exigir uma quantidade mínima para que consiga "ler". "A relação entre escrita e linguagem não é um dado inicial. A criança não parte dela, mas, chega a ela". Passa de uma correspondência lógica (uma letra para cada sílaba) para uma correspondência mais estável (não mais qualquer letra para qualquer sílaba).
A idéia de que a escrita é um objeto substitutivo, isto é, tem um significado, está bastante distante da redução à uma simples associação entre fonemas e sons e não depende unicamente de uma representação dos fonemas.


Nas aprendizagens envolvidas no processo de alfabetização é necessário distinguir, como o faz Emilia Ferreiro:


1. A aprendizagem de certas convenções fixas, exteriores ao sistema de escrita, como por exemplo: orientação, tipo de letra;
2. A aprendizagem da forma de representação da linguagem que define o sistema alfabético;
3. Precisamos aceitar como escrito o que é escrito de formas não convencionais ao sistema;
4. É necessário conhecer o conjunto de "idéias prévias", "esquemas de conhecimentos" a partir dos quais intervir no processo de aprendizagem;
5. Devemos fazer uso de uma metodologia que permita às crianças saírem de suas teorias infantis e progressivamente construir as convenções sociais que estão nas atividades de leitura e escrita.

Contos de Fadas







Origem....

Os contos de fadas foram inspiração para os autores individuais, pois os contos nasceram e fazem parte do imaginário popular por várias gerações.Foi a partir dos Contos, de fatos contados pelo povo que algumas obras começaram a ser criada especialmente para a leitura infantil, sem intenção didática, seguindo os modelos dos contos tradicionais. A grande relação entre os dois é que através do prazer ou das emoções que as histórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir no inconsciente dos leitores (crianças), atuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais dessa fase da vida.

Por que trabalhar Contos de Fadas?

Trabalhando com os contos de fadas, os alunos constroem e reconstroem significados para as histórias e desenvolvem o prazer da leitura. Desenvolve nos nossos alunos a habilidade para escrever textos, estimula a criatividade, promove o hábito de leitura e incentiva o trabalho em equipe.A Psicanálise afirma que os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional. É durante essa fase que surge a necessidade da criança em defender sua vontade e sua independência em relação ao poder dos pais ou à rivalidade com os irmãos ou amigos.É nesse sentido que a Literatura Infantil e, principalmente, os contos de fadas podem ser decisivos para a formação da criança em relação a si mesma e ao mundo à sua volta. O maniqueísmo que divide as personagens em boas e más, belas ou feias, poderosas ou fracas, etc. facilita à criança a compreensão de certos valores básicos da conduta humana ou convívio social. Tal dicotomia, se transmitida através de uma linguagem simbólica, e durante a infância, não será prejudicial à formação de sua consciência ética.. O que as crianças encontram nos contos de fadas são, na verdade, categorias de valor que são perenes. O que muda é apenas os conteúdos rotulados de bom ou mau, certo ou errados.Lembra a Psicanálise, que a criança é levada a se identificar com o herói bom e belo, não devido à sua bondade ou beleza, mas por sentir nele a própria personificação de seus problemas infantis: seu inconsciente desejo de bondade e beleza e, principalmente, sua necessidade de segurança e proteção. Pode assim superar o medo que a inibe e enfrentar os perigos e ameaças que sente à sua volta, podendo alcançar gradativamente o equilíbrio adulto.Segundo a Psicanálise, os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Crítica sobre o artigo letramento e trabalho pedagógico





Ao iniciar a leitura do artigo, logo de imediato surgiu-me um questionamento. Afinal somos alfabetizados ou letrados? Qual definição seria a mais pertinente, quando dados de uma pesquisa veiculada pelo jornal Bom Dia Brasil no dia 5 de dezembro de 2007, nos mostra com espanto, a classificação do país nas últimas posições no que se refere exatamente à gramática (compreensão e escrita) e raciocínio lógico matemático comparado aos outros países do mundo.
Ficamos atrás de países sub-desenvolvidos e temos 4 anos a menos de maturidade cronológica para compreender e interpretar um texto comparado a um europeu. Seria o caso de culparmos o sistema, os professores, nossos pais talvez ou estamos pagando o preço pela falta de interesse e desejo de aprender quando apenas decoramos para passar de ano e deixamos o professor satisfeito por ter conseguido passar o conteúdo.
Devemos sim valorizar essa instituição chamada escola e reconhecer o seu papel no desenvolvimento e progresso do microcosmo (indivíduo) e do macrocosmo (planeta), mas uma escola baseada em conceitos práticos e não ideológicos, humanistas e que exalte a cultura, os valores e porque não as analogias de cada indivíduo dentro de um país imenso e tão diversificado.
A criança quando entra na escola já trás uma bagagem e lá dentro existem coisas fúteis, supérfluas, úteis, interessantes, diferentes, autênticas, desconhecidas por muitos, totalmente novas, absurdas e ...
E agora professor? Pronto para o desafio? É uma longa jornada...
Algumas dicas talvez sejam de grande valia para percorrer este caminho de forma mais suave e menos dolorosa: seja criativo, paciente, menos tradicionalista, faça diferente, ouça mais, elogie mais, diga menos nãos, nunca compare, conheça sua história e finalmente, seja apaixonado pelo que você faz. Este último é contagiante!
Mas voltando a questão inicial sinceramente não tenho a resposta. Talvez esteja na hora de criarmos um novo conceito. Sugiro o termo alfabeletrados, para definir a semente que brotará no futuro dos professores que seguirem as dicas acima mencionadas.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Inventário de Aprendizagem






A educação aliada ao teatro propicia o desenvolvimento do pensamento artístico, que caracteriza um modo especial de dar sentido às experiências das pessoas. Por meio da arte, o indivíduo amplia a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação.
Aprender com o teatro envolve conhecer, apreciar, refletir e vivenciar esses conhecimentos. Afinal, como educadores sabe-se que a aprendizagem só é significativa, quando é vivenciada.
Precisamos, como educadores, lutar por uma educação que apresente um programa de estudos e vivências, com a atenção voltada muito mais para as integrações de significados, do que para a mera acumulação de conhecimento, fomentando no educando, a produção de sentidos e significados. Para Freire (1996, p. 46), o educador deve propiciar o meio adequado para que os educandos, em suas relações intrapessoais e interpessoais busquem “assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de amar” e , nesse sentido, o Teatro é um recurso valioso. Utilizar o Teatro aliado à educação, oportuniza aos educandos um conhecimento diversificado e lúdico, que evidencia um clima de liberdade, em que o aluno exercita as suas potencialidades e seus sentimentos, emoções, aflições e sensações, pois é um meio de expressão para o aluno. Quando o educando interpreta um personagem ou dramatiza uma situação, revela uma parte de si, mostrando como sente, pensa e vê o mundo.
É a atividade artística que permite ao aluno expressar-se, explorando todas as formas de comunicação humana. O Teatro amplia o horizonte dos alunos, melhora sua auto-imagem e colabora para torná-los mais críticos e abertos ao mundo em que vivem.
O Teatro, a serviço da educação, dá ao educando o ensejo de valorizar-se, de integrar-se harmoniosamente a um grupo, aumentando o senso de responsabilidade. O sucesso do trabalho se dá devido à soma dos esforços de todo o conjunto. É o momento em que ocorre o desenvolvimento de cada um e do grupo, fundamentado na complementaridade das diferenças. A atividade teatral ensina aos educandos a aprenderem com a diversidade, pois somente assim é que pode ocorrer a construção do conhecimento do sujeito.
Vive-se uma época de comunicação ostensiva, extensiva e impulsiva e o Teatro desenvolve nos alunos a expressividade. De acordo com Reverbel (1997, p. 168) “é preciso lutar para que o Teatro tenha seu lugar na Educação, porque se ele existe na sociedade, deve existir na escola”. O Teatro é o caminho para as escolas atingirem uma integração entre os sujeitos de forma criativa, produtiva e participativa, é um recurso pedagógico eficaz no desenvolvimento do educando, preparando-o a discernir os problemas que ele irá enfrentar na sua trajetória de vida.