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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Contos de Fadas







Origem....

Os contos de fadas foram inspiração para os autores individuais, pois os contos nasceram e fazem parte do imaginário popular por várias gerações.Foi a partir dos Contos, de fatos contados pelo povo que algumas obras começaram a ser criada especialmente para a leitura infantil, sem intenção didática, seguindo os modelos dos contos tradicionais. A grande relação entre os dois é que através do prazer ou das emoções que as histórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir no inconsciente dos leitores (crianças), atuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais dessa fase da vida.

Por que trabalhar Contos de Fadas?

Trabalhando com os contos de fadas, os alunos constroem e reconstroem significados para as histórias e desenvolvem o prazer da leitura. Desenvolve nos nossos alunos a habilidade para escrever textos, estimula a criatividade, promove o hábito de leitura e incentiva o trabalho em equipe.A Psicanálise afirma que os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional. É durante essa fase que surge a necessidade da criança em defender sua vontade e sua independência em relação ao poder dos pais ou à rivalidade com os irmãos ou amigos.É nesse sentido que a Literatura Infantil e, principalmente, os contos de fadas podem ser decisivos para a formação da criança em relação a si mesma e ao mundo à sua volta. O maniqueísmo que divide as personagens em boas e más, belas ou feias, poderosas ou fracas, etc. facilita à criança a compreensão de certos valores básicos da conduta humana ou convívio social. Tal dicotomia, se transmitida através de uma linguagem simbólica, e durante a infância, não será prejudicial à formação de sua consciência ética.. O que as crianças encontram nos contos de fadas são, na verdade, categorias de valor que são perenes. O que muda é apenas os conteúdos rotulados de bom ou mau, certo ou errados.Lembra a Psicanálise, que a criança é levada a se identificar com o herói bom e belo, não devido à sua bondade ou beleza, mas por sentir nele a própria personificação de seus problemas infantis: seu inconsciente desejo de bondade e beleza e, principalmente, sua necessidade de segurança e proteção. Pode assim superar o medo que a inibe e enfrentar os perigos e ameaças que sente à sua volta, podendo alcançar gradativamente o equilíbrio adulto.Segundo a Psicanálise, os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional.

domingo, 25 de novembro de 2007

Contação de histórias

Quando contamos uma história na sala de aula, o principal objetivo é estimular a imaginação dos alunos, divertindo. Acompanhando o interesse que a história provoca e o prazer de ouvi-la, a contação de histórias pode atingir outros objetivos, como: educar, instruir, desenvolver a inteligência ou mesmo ser um dos instrumentos para compreender o que se passa com os alunos, pois, muitas vezes, durante a história eles falam do que os está incomodado sem vergonha ou medo, já que se vêem dentro da mesma. Na nossa última aula presencial de literatura, percebemos isso claramente com a apresentação de diferentes histórias e diversos meios de contar a história. As histórias apresentadas mostraram-se criativas, mesmo com poucos recursos materiais (grandes idéias, são as mais simples), demostraram que houve pesquisa e interesse por parte dos alunos (nós). Certamente foi uma aula prática que nos proporcionou maravilhosas sugestões de contação de histórias. Todos estão de parabéns!

domingo, 11 de novembro de 2007

Elementos da Narrativa



Para que exista a história, é necessário haver quem conta e o que contar.
Quem conta a história é o narrador e a narrativa apresenta:
a)O enredo que é uma seqüência de fatos relacionados entre si;
b) Personagens,que vivenciam esses fatos;
c) O lugar onde os fatos ocorrem (espaço ou ambiente).
As personagens são os “seres” que agem na história.
Tempo: Elemento essencial na narrativa; é a dimensão em que acontecem os fatos narrados.
Espaço: O local, cenário, ambiente onde acontecem os fatos .Podem ou não aparecem claramente na história.
Foco narrativo:É determinado por quem conta a história, ou seja, o narrador. Ele pode ser Onisciente (não aparece na história, apenas conta) ou Onipresente(aparece como personagem da história).
Enredo: A seqüência de ações são relacionadas por cronologia ou casualidade. No enredo podemos identificar as diferentes etapas da narrativa, que fazem com que a história siga uma progressão, são elas:
1.Situação inicial;
2. Complicação;
3. Desenvolvimento;
4. Clímax;
5. Desfecho.


DIMENSÕES EXPLORADAS EM POEMAS PARA CRIANÇAS



Os poemas podem brincar com o aspecto sonoro das palavras (rimas, ritmo cadenciado, onomatopéias, repetição de palavras...), uma das características dos poemas de Cecília Meireles é a brincadeira com rimas, no trabalho em sala de aula, poemas como este introduz de forma prazerosa a poesia. As crianças se divertem lendo, ilustrando e até criando seus próprios poemas, motivados pela autora.
Quando nossos alunos já estão produzindo e compreendendo bem o universo da poesia, é interessante trabalhar com poemas que podem utilizar imagens ou formas de dizer não convencionais, para que possam ampliar suas produções. Variar autores e estilos é um ótimo ponto de partida e trabalhar com um autor que escreve com diferentes estilos também é fundamental. O poema abaixo é uma definição de poemas, nos mostra imaginação, sentimentos, comparações do real com o imaginário, enfim, fala de coisas que são diretamente transmitidas aos leitores.
Em algumas situações, os poemas nos trazem surpresas, o inesperado toma conta da imaginação é nos deixa sensíveis e abertos para um debate em torno de preconceitos, misérias humanas e insensatez.

Poesia

Através de pesquisa para o trabalho sobre poesia, descobri que seu nome origina-se de“Poiesis”, palavra grega, que significa “produzir, fazer,” criar uma realidade diferente da histórica e factual. A poesia na Antigüidade era ritual, entretenimento, enigma, profecia, filosofia, competição. O poeta era concebido como um sábio e a função do poema era social, educar e guiar uma prática. Na Índia e Grécia antigas e no Império Romano, vários documentos, hinos, contratos e provérbios eram escritos em versos, em parte pela facilidade de memorização.Para Huizinga, Johan no capítulo - O jogo e a poesia in “Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura” Editora Perspectiva, 1980: todo poema tem origem no jogo: jogo do culto, da corte amorosa, jogo marcial da competição, jogo do humor. Segundo o autor, tudo que transcende a esfera do juízo lógico e deliberativo é lúdico. Há basicamente três tipos de poemas: Lírico - ritmo, musicalidade, brevidade e intensidade. “Eu lírico” sou voz central. Ligado à música em sua raiz. Drama - baseado em diálogos, monólogos e conflitos interiores e sociais. Ligado ao teatro. Épico – o narrador apresenta personagens envolvidos em situações de uma história, uma batalha, um evento.A experiência lingüística começa com o nascimento, quando os primeiros sons e acordes são ouvidos. O som, primariamente, extrapola o significado nas parlendas, canções de ninar, poemas. Em seu cotidiano, a criança vive a poesia através das brincadeiras, da invenção de rimas, dos trava-línguas, música, etc. É na atividade criativa com a língua que a criança constrói formas originais de ver o mundo.As palavras na poesia têm muitos sentidos que variam de época, lugar, posição dela no poema, etc (ex: para Camões a palavra “gentil” é nobre e altiva, hoje ela tem outro significado).