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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Charge de Kant

Nas minhas pesquisas descobri essa charge que faz uma brincadeira sobre a teoria de Kant. Abaixo segue a tradução já que o texto esta em francês:




Kant:"- O homem deve acreditar no homem!"

Deus:"-Boa idéia!Vai me dar um feriado!"

Quem foi Kant?








Ao refletir sobre as teorias de Kant, senti necessidade de me aprofundar mais e saber quem foi esse filósofo. Após as pesquisas quero dividir as aprendizagens com vocês.

Immanuel Kant ou Emanuel Kant (Königsberg, 22 de Abril de 1724 — Königsberg, 12 de Fevereiro de 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes. Depois de um longo período como professor secundário, começou em 1755 a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor catedrático da universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos.Realizou numerosos trabalhos sobre ciência, física , matemática ,etc.
Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o Racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).
Kant é famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do século XX. No entanto, é muito provável que Kant rejeitasse o relativismo nas formas contemporâneas, como por exemplo o Pós-modernismo.
Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do sistema solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.


(Fonte Wikpédia)

Interagindo com Kant e Adorno





De acordo com Kant, “o homem é aquilo que a escola faz dele”. Adorno defende a idéia de que “a sociedade é estruturada de acordo com o interesse de cada um, contra os interesses do todos os demais. Fazendo uma reflexão entre os dois, nós professores, devemos ter como objetivos que podemos conscientizar nossos alunos para que mude esta sociedade individualista. Através de ações que promovam a autonomia, a crítica e a interação entre o aluno e o mundo, utilizando-se de todos os recursos necessários para isso, associando aprendizagem com vivência e intelecto com moral. Oportunizando espaços de expressão aos nossos alunos, promovendo debates sobre questões da sua realidade e buscando cada vez mais novos recursos, aliando também conhecimento com tecnologia.

Ainda refletindo sobre o texto de Adorno...O poder da educação


Como educadores, somos formadores de opiniões e transformadores da realidade. Sabemos, porém, que o processo de construção do conhecimento depende de muitos fatores, entre eles estão as intervenções da família, seus valores sociais , culturais e morais, ou seja a bagagem que cada indivíduo carrega, onde suas informações e experiências são elaboradas. Mas, cabe a nós o papel de instigar e fomentar em nossos alunos o prazer da aprendizagem, da crítica e autonomia. Quando acolhemos nosso aluno nesse processo estamos transformando, esse é o nosso poder incondicional como professores. Acredito muito que o passo mais importante para que haja mudanças é que realmente se acredite no poder da educação, na mágica que pode ocorrer na vida de um ser humano se ele for tocado em sua sensibilidade, pelo seu professor. Se todos acreditarmos nisso e no potencial de nossos alunos o mundo seria bem melhor e a educação estaria na sua essência.

Reflexões sobre o ensaio de Theodor Adorno



A partir do texto de Adorno passo a acreditar ainda mais em uma educação que contemple a autonomia, a expressão de idéias e a criticidade. Compreendo a importância de uma educação voltada à valorização da reflexão e do humanismo.Onde o nosso aluno estabeleça laços entre ele e a sociedade em que vive, sendo consciente nas suas escolhas e participativo na transformação.
Segundo o Ensaio de Adorno, o que levaram os indivíduos a serem coniventes com o nazismo e a barbárie foi o nacionalismo exagerado levando o indivíduo a um estado de inconsciência capaz de aderir a práticas sádicas vinculadas a um coletivismo destrutivo. O indivíduo manipulado, passa a acreditar no “consciente coletivo”, ficando cegamente orientado pelos princípios determinados pelo poder e supremacia de autoridades externas e superiores. Ao escrever as palavras acima, me reportei à sala de aula, onde surgem líderes que podem tanto ter influência negativa ou positiva dentro das turmas e por vezes, os alunos aderem a esses líderes tornando a sala uma bagunça ou motivando a turma para crescimento.
A autonomia deve ser encarada como solução para evitar que a barbárie se repita. A força contra o princípio destrutivo está na reflexão e na auto determinação dos indivíduos para se contraporem a qualquer supremacia coletiva que vise manipular as massas promovendo a anticivilização. Por isso é tão importante trabalharmos a criticidade e autonomia em nossos alunos, para que sejam autênticos e saibam se posicionar frente às situações da vida, não aceitando tudo quieto e sendo conivente com situações que não concordem.
Na educação é que se encontra a chave para a transformação social. Por isso, nossa tarefa de educadores é de extrema responsabilidade para evitar tragédias como a de Auschwitz.. Infelizmente, tragédias como essa precisaram acontecer para haver uma transformação moral, reflexões para que isso nunca mais ocorra. Que a violência na escola possa ser extinta também, é só conscientizar os alunos, usando os próprios erros do passado. Chega de barbárie!

sábado, 23 de maio de 2009

O Clube do Imperador


Análise do filme o Clube do Imperador


Ficha Técnica

Título Original: The Emperor's Club
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 109 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2002
Site Oficial: www.theemperorsclub.com
Estúdio: Beacon Communications LLC / Fine Line Features / Horsepower Films / Liveplanet / Longfellow Pictures / Sidney Kimmel Entertainment
Distribuição: Universal Pictures / UIP
Direção: Michael Hoffman
Roteiro: Neil Tolkin, baseado em curta-metragem de Ethan Canin
Produção: Marc Abraham e Andy Karsch
Música: James Newton Howard
Fotografia: Lajos Koltai
Desenho de Produção: Patrizia von Brandenstein
Direção de Arte: Dennis Bradford
Figurino: Cynthia Flynt
Edição: Harvey Rosenstock




Elenco


Kevin Kline (William Hundert)
Emile Hirsch (Sedgewick Bell)
Embeth Davidtz (Elizabeth)
Rob Morrow (James Ellerby)
Edward Herrmann (Woodbridge)
Harris Yulin (Senador Bell)
Paul Dano (Martin Blythe)
Rishi Mehta (Deepak Mehta)
Jesse Eisenberg (Louis Massoudi)
Gabriel Millman (Robert Brewster)
Chris Morales (Eugene Field)
Luca Bigini (Copeland Gray)
Michael Coppola (Russell Hall)
Joel Gretsch (Sedgewick Bell - mais velho)
Steven Culp (Martin Blythe - mais velho)
Rahul Kahanna (Deepak Mehta - mais velho)
Patrick Dempsey (Louis Massoudi - mais velho)
Anthony Vincent Bova (Robert Brewster - mais velho)
Mark Nichols (Copeland Gray - mais velho)
George F. Miller (Eugene Field - mais velho)
Jimmy Walsh (Robert Bell)
Elizabeth Hobgood (Victoria Bell)




Sinopse


William Hundert (Kevin Kline) é um professor da St. Benedict's, uma escola preparatória para rapazes muito exclusiva que recebe como alunos a nata da sociedade americana. Lá Hundert dá lições de moral para serem aprendidas, através do estudo de filósofos gregos e romanos. Hundert está apaixonado por falar para os seus alunos que "o caráter de um homem é o seu destino" e se esforça para impressioná-los sobre a importância de uma atitude correta. Repentinamente algo perturba esta rotina com a chegada de Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o filho de um influente senador. Sedgewick entra em choque com as posições de Hundert, que questiona a importância daquilo que é ensinado. Mas, apesar desta rebeldia, Hundert considera Sedgewick bem inteligente e acha que pode colocá-lo no caminho certo, chegando mesmo a colocá-lo na final do Senhor Julio Cesar, um concurso sobre Roma Antiga. Mas Sedgewick trai esta confiança arrumando um jeito de trapacear.



1) Descreva uma cena do filme onde o professor está diante de um conflito moral? A cena do filme onde o professor William Hundert está diante de um conflito moral é quando modifica a nota da prova de Sedgewick Bell e o classifica para as finais do concurso Sr. Julio Cesar, prejudicando o aluno Martin Blythe. O professor foi contra seus princípios de honestidade e lealdade ,desviando-se de seu bom caráter.
Essa atitude não condiz com a honestidade e firmeza de caráter que “pregava”.


2) Descreva o conflito moral e a solução que o professor escolhe.O conflito moral foi o professor decidir modificar a nota do aluno Sedgewick Bell, mesmo sabendo que prejudicaria o aluno Martin Blythe, uma vez que ele havia se classificado. Pois o professor acreditava que ao dar a chance para Sedgewick Bell, poderia valorizar seu potencial para os estudos, achava que com esse gesto estaria resgatando Sedgewick, mas enganou-se ao perceber na final do concurso que o aluno trapaceava “colando”. Com seu erro vê que não havia ensinado nada a ele, William Hundert não aceita a “cola” e lança uma pergunta que não se encontrava nos livros de estudo, provando que Sedgewick continuava com os mesmos princípios que havia entrado na sua sala.
William não consegue com aquele gesto o resgate do aluno, e percebe que havia errado em desclassificar o aluno que realmente deveria estar na final. Mesmo assim ele escolhe se omitir diante do seu erro, mas tenta repará-lo de alguma forma.

3) Identifique os princípios morais envolvidos nesta decisão.Os princípios morais envolvidos nesta decisão foram: falta de ética, omissão, mentira, trapaça, orgulho, ambição e egoísmo.


4) Avalie a decisão do professor: foi uma decisão moralmente correta ou não, por quê?
A decisão do professor não foi moralmente correta,pois apostou suas fichas num resgate de um aluno que não valorizava os princípios ético-morais, porém esqueceu-se que o professor se torna o espelho do aluno. Ele agiu contra ética querendo colher ética? Todos nós cometemos erros, porém sempre há chance de repará-los. Devemos passar por cima de nosso orgulho. Ainda mais se prejudicamos pessoas que não merecem isso. Anos mais tarde, ele comprovou seu erro ao reencontrar seus ex-alunos como adultos e perceber que Sedgewick Bell não havia mudado, pois, continuava a desejar a vitória a qualquer custo mesmo que para isso, precisasse continuar trapaceando. Essa reflexão nos leva a avaliarmos nossa prática e sobretudo o que estamos levando em conta nas avaliações que fizemos dos alunos, nossas escolhas tem influência com o futuro de nossos alunos.








Fonte de Pesquisa:

Site: www.adorocinema.com