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domingo, 20 de dezembro de 2009

A relação existente entre educação e trabalho quando se pensa sobre os espaços da EJA


Na minha opinião, para que a educação básica se torne eficiente, devemos oportunizar a todos a qualidade de aprendizagem. O importante a se considerar é que os alunos da EJA são diferentes dos alunos presentes nos anos adequados à faixa etária. São jovens e adultos, muitos deles trabalhadores, com expectativa de uma melhor qualificação no mercado de trabalho e com um olhar diferenciado sobre as coisas da existência, pois trazem muita bagagem cultural. Devemos levar em consideração que tais alunos já vivenciam práticas de linguagens e “signos” de leituras (símbolos, códigos). Devemos pensar que os espaços da EJA devem promover a autonomia do jovem e adulto de modo que eles sejam sujeitos da aprendizagem, que aprendam em níveis crescentes de apropriação do mundo do fazer, do conhecer, do agir e do conviver.

As relações entre educação e trabalho propostas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação de Jovens e Adultos



Ao estudar a interdisciplina Educação de Jovens e Adultos, aprendi um pouco mais sobre a LDB, onde fiz uma comparação entre a educação e trabalho dos jovens e adultos que formam a EJA
O art. 37 da LDB, diz que a EJA será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria, por isso deve haver estreita relação entre educação e trabalho, sem que uma prejudique a outro. A EJA não deve ser considerado como um processo inicial de alfabetização. Ela é uma educação que está intimamente relacionada com o trabalho em nossa sociedade contemporânea, sendo chave indispensável para que os professores incentivem os alunos a desenvolver hábitos de leitura e de múltiplas linguagens para que o indivíduo desenvolva sua autonomia
e saiba gerenciar sua vida em busca de boas condições de trabalho. Muitos dos alunos, jovens e adultos, já estão trabalhando e por exigência da empresa precisam voltar a estudar, outros tantos querendo e precisando se inserir no mercado de trabalho. Cabe aos sistemas de ensino assegurar a oferta adequada, específica a este contingente, que não teve acesso à escolarização no momento da escolaridade obrigatória, ou que tiveram uma interrupção forçada seja pela repetência ou pela evasão, seja pelas desiguais oportunidades de permanência ou outras condições adversas.